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Diversão arriscada: “Piscinões” começam a ser esvaziados

Gerson Rodrigues

Nas duas últimas edições, a Folha denunciou a situação do terreno de 70 mil metros quadrados na Mooca, que abrigou por anos uma fábrica da Ford. Com as constantes chuvas que caíram sobre a cidade, as valas de concreto existentes no espaço viraram "piscinões" que começaram a ser freqüentados por grupos de jovens e crianças, sem a menor segurança. O agravante é que a área é alvo de processo de descontaminação do solo, subsolo, águas superficiais e subterrâneas, conforme relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

Nesta semana, a reportagem acompanhou novamente a movimentação na área, que desde 2006 pertencente a BrMalls, maior empresa integrada de shoppings centers do país.

                                                             ALE VIANNA

Com a água baixa, o risco de acidentes
 é ainda mais nítido

Na última segunda-feira, dia 1º, funcionários da BrMalls e de empresas contratadas estavam promovendo intervenções no local. 

As "piscinas" já estavam sendo esvaziadas através de processo de bombeamento e os demais reservatórios que ainda continham água, estavam recebendo cloro e cal para evitar a proliferação de mosquitos, segundo afirmações de um funcionário.

Ainda de acordo com ele, os seguranças da área estão orientados para impedir que os jovens acessem novamente o espaço. Com a água baixando, o risco de nadar nos poços ficou ainda mais nítido: as laterais apresentam blocos de concretos, além de estacas de ferros.

A Subprefeitura Mooca continua sem se pronunciar sobre o caso. Nesta semana, a Folha questionou novamente a unidade sobre possíveis riscos para as pessoas que freqüentavam o espaço, já que o terreno ainda está em fase de remediação.

 

 

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