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Creches da Prefeitura: Continua dilema de família sem vaga 

Camila Colognese

Na semana passada a Folha publicou o caso de Renata Arruda, moradora da Vila Alpina e mãe de duas meninas – Rafaela, de três anos e meio, e Giulia, de apenas cinco meses - que luta para conseguir vaga para o bebê em uma creche da região. Sua licença maternidade chegou ao fim e agora, o marido corre o risco de perder o emprego porque vem tirando sucessivas licenças para ficar com a criança em casa.

"Já procurei a Secretaria Municipal de Educação e me disseram para deixar o emprego porque neste ano, seria impossível conseguir uma vaga para a Giulia. Sei que não sou a única mãe com esta dificuldade, mas preciso de ajuda. Nossa renda familiar não chega a R$ 1.300 e só de aluguel, perua escolar da Rafaela (pois a creche não tem transporte gratuito), alimentação, água, luz e telefone chegamos ao gasto mensal de cerca de R$ 950, fora vestuário e fraldas.

 


Renata de Arruda ainda não sabe
 como vai resolver a situação da filha Giulia de apenas cinco meses

Uma creche particular custa em torno de R$ 350. Não temos como arcar", explica Arruda.

Ela também procurou o Conselho Tutelar que se pronunciou, através da irmã Ângela Willemann, dizendo que ‘fez o que estava a seu alcance para ajudar a mãe, inclusive a instruindo de que independente da solução, as crianças precisariam estar vestidas, alimentadas e bem cuidadas’.

 

A irmã ressaltou ainda que existe processo no Ministério Público por conta deste déficit de vagas nas creches da região. A denúncia foi apresentada pelo próprio Conselho Tutelar.

A Secretaria de Educação reafirmou a informação dada na semana passada, o caso de Giulia não é isolado, mas que de qualquer forma continuam em busca de uma vaga para a menina.

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