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Gerson Rodrigues
Rafael Gonçalo
Na noite da última terça-feira, dia 2, em uma viela na
altura do número 4.100 da avenida Sapopemba, o copeiro Francisco
Marcos Pereira, 31 anos, foi encontrado morto com um tiro no peito. Na
manhã do dia anterior, o empresário Marco Alexandre Figueiredo, 45
anos, foi executado com vários disparos de arma de fogo no cruzamento
da avenida Vereador Abel Ferreira com a rua Engenheiro Cestari, na
Vila Invernada. Com estes dois casos, a região chega a marca de, pelo
menos, cinco homicídios desde o dia 6 de fevereiro.
Eram cerca de 20h de terça-feira, quando pedestres que
utilizam a estreita rua Maestro Pedro Baccarelli, na região da Vila
Diva, encontraram um homem caído. Ao perceberem o ferimento no peito
da vítima, acionaram a Polícia Militar e o Resgate do Corpo de
Bombeiro, mas Francisco Marques Pereira já estava sem vida. Segundo o
boletim de ocorrência registrado no 56º Distrito Policial – Vila
Alpina, Pereira, que trabalhava em uma padaria nas proximidades, teria
pedido um vale ao seu patrão para comprar materiais escolares para
seus filhos. Como o dinheiro e o celular do copeiro não foram
encontrados, a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio – roubo
seguido de morte.
Um dia antes, o empresário Marco Alexandre Figueiredo,
45 anos, foi morto por volta das 9h30 em um semáforo na esquina da rua
Engenheiro Cestari com a avenida Vereador Abel Ferreira, na Vila
Invernada. Segundo testemunhas, Figueiredo, que dirigia um Honda Civic
prata, foi baleado ao parar no semáforo por um homem que pilotava uma
moto Yamaha YBR preta. |
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ALE VIANNA

Empresário colidiu com muro de prédio após ser baleado na rua
Engenheiro Cestari
Pessoas que presenciaram o crime também afirmam que o motoqueiro
já esperava a passagem do empresário pelo trecho. Foi relatado
ainda que o assassino, que é branco, tem cabelos curtos e pretos,
olhos pretos, cerca de 1,70 metros e idade entre 25 e 30 anos,
efetuou vários disparos contra Fagundes. A vítima, mesmo ferida
tentou fugir, bateu na traseira de um veículo Palio e mais
adiante, possivelmente já inconsciente, acabou colidindo contra o
muro de um condomínio de prédios. Não satisfeito, o criminoso foi
em direção do carro e efetuou mais dois disparos contra o
empresário, que teria sido atingido na cabeça, pescoço e peito.
O caso foi registrado como homicídio qualificado
no 29º Distrito Policial – Vila Diva. Para a Polícia Civil existe
a possibilidade de execução. Diferente do caso ocorrido na
terça-feira, nenhum pertence da vítima foi levado pelo assassino.
O empresário, que residia no Tatuapé, era solteiro e não tinha
filhos.
Com mais estes dois casos, em menos de um mês,
somam-se cinco assassinatos ocorridos na área sob responsabilidade
do 21º Batalhão de Polícia Militar/Metropolitano, dois na
jurisdição da 1ª CIA e três na da 2ª CIA. |
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A seqüência de homicídios iniciou-se no dia
6 de fevereiro - sábado – com a morte do policial civil Jean Paulo
Lamanna Gallo, 43 anos, e do estudante Rodrigues Vinicius
Steavenev, 30 anos, enquanto conversavam em um bar no cruzamento
entre as ruas Visconde de Inhomirim e Madre de Deus, Mooca.
Segundo testemunhas, por volta das 22h30, o motorista de um
veículo de cor escura se aproximou do estabelecimento e começou a
efetuar os disparos. Dois dias depois o ajudante Jorge Luiz
Freitas, 26 anos, trabalhava em uma frutaria localizada na rua
Bruna, na Santa Clara, quando, por voltas das 22h, o passageiro de
uma moto preta desceu e atirou várias vezes em direção ao
comércio. Freitas foi atingido quatro vezes e não resistiu. Já um
cliente foi alvejado no abdômen e no lado esquerdo do rosto, mas
conseguiu sobreviver.
O caso envolvendo o policial civil não passou pelo
Distrito Policial local, foi encaminhado direto ao Departamento de
Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) para o andamento das
investigações. Já o homicídio ocorrido na frutaria foi registrado
no 56º DP – Vila Alpina e conseqüentemente repassado para o 29º DP
– Vila Diva, responsável pela área onde aconteceu o crime. Segundo
informações, as investigações sobre os casos prosseguem e por
enquanto nenhum suspeito foi detido.

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