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Obras do metrô: Trânsito da Cavour é liberado após dois anos e meio de interdição |
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Rafael Gonçalo Na manhã do último sábado a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) liberou o trânsito de veículos no trecho da rua Cavour entre as ruas Ettore Ximenes e Andarico, na Vila Prudente, que estava interditado há pouco mais de dois anos e meio por conta das obras de expansão da Linha 2 – Verde do Metrô. Sendo assim, a via voltou a ter circulação de mão única, sentido bairro, entre a Itamambuca e a Marechal Santos Barreto. Porém, a desobstrução do local também fez com que a CET realizasse algumas alterações viárias nas proximidades. A notícia, ao mesmo tempo em que causou alívio para os moradores vizinhos, também gerou reclamações. FOTOS: ALE VIANNA Pista na proximidade da obra apresenta rachaduras
A maior parte das críticas da população local gira em torno das mudanças no trânsito no local. A rua Ettore Ximenes, entre a Cavour e Imbituba passou ter tráfego em mão-dupla e o estacionamento na pista da esquerda da rua Itamambuca, entre a Anhaia Mello e a Cavour – onde está localizada a futura estação Vila Prudente do Metrô, teve seu horário limitado. "Tudo bem, acho que com a inauguração da estação, será necessário limitar as vagas para os motoristas estacionarem. Mas o que tem que ver é que a rua Itamambuca é estreita, então acho que o estacionamento deveria ser limitado, senão proibido, nos dois lados da via", comenta o vendedor Victor Duarte dos Santos, que também questiona a alteração na Ettore Ximenes. "Não tem necessidade dessa rua ter mão-dupla. Era simples!. Bastava liberar a subida de veículos pela Itamambuca e colocar a Ettore Ximenes, no trecho entre a Imbituba e Cavour, apenas para a descida dos carros. |
Do jeito que está, o cruzamento da Cavour com a Ettore Ximenes virou um ponto propício para acidentes". Quem concorda com Santos é o empresário Jefferson Domingues. "O trânsito aqui ficou complicado. Qualquer hora alguém bate o carro nesse cruzamento. Aliás, não entendo o motivo de colocar ruas estreitas como mão-dupla. A CET tinha que rever esse conceito. Outra coisa que me deixou preocupado foi que há um comentário de que as ruas vizinhas à estação do Metrô, como a Ettore Ximenes, por exemplo, vão ter o estacionamento delimitado pela Zona Azul. Não tem cabimento! Muitos moradores não têm garagem em suas residências", critica. Outra reclamação dos moradores do trecho é sobre a qualidade do asfalto da rua Cavour após as obras do Metrô. "É um alívio saber que não vamos ter mais o barulho do pessoal trabalhando aqui na porta de casa. Mas os caminhões que eram usados nos serviços afundaram toda a pista e deixaram várias rachaduras. As calçadas das casas vizinhas também começaram a quebrar. Quando cobramos os funcionários da obra, eles falavam que o asfalto seria arrumado após o término dos trabalhos, mas pelo visto, nada vai ser feito", completa o morador Constantino Alberto Romano. A assessoria de imprensa do Metrô informou que já restabeleceu o asfalto nos pontos onde, por conta das obras da estação Vila Prudente, causou danos. Foi ressaltado ainda que as demais áreas estão sendo avaliadas pela Companhia para verificar o atual estado do asfalto e a necessidade de recuperação do mesmo. A reportagem também questionou a CET sobre as alterações viárias, mas até o fechamento desta edição não se pronunciou. Já a rua Ibitirama segue Enquanto a rua Cavour foi liberada para o tráfego, a rua Ibitirama, também na Vila Prudente, continua com interdição parcial da pista na altura do número 800 por conta das obras de expansão da Linha 2 Verde. A situação revolta moradores e comerciantes vizinhos, que alegam que a obra já foi finalizada. Entretanto, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô alegou que os trabalhos no local seguem e que a previsão de liberação é para o final do ano. |
O que vem causando a estranheza dos vizinhos da obra é que os funcionários da construtora responsável pelos serviços, que antes trabalhavam durante todo o dia, não são mais vistos no espaço. "Faz uns dois meses que ninguém aparece por aqui. Somente um segurança fica tomando conta da obra. Então não entendo o motivo da Ibitirama continuar com uma faixa interditada", comenta o morador Humberto José Silveira. Os comerciantes das proximidades do local também se queixam. "Não tínhamos o que argumentar sobre a interdição. Afinal, era uma obra de beneficio para a população. Mas os serviços pararam há algum tempo e a pista continua com o bloqueio parcial. Essa situação está prejudicando o comércio. Muitos clientes meus estão reclamando", relataKazuo takara, proprietário de um supermercado em frente às obras. Para o vendedor Roberto Carvalho, que trabalha em uma loja de móveis, a liberação da pista também seria bem-vinda. "Nós inauguramos este comércio seis meses antes da interdição para as obras do Metrô. Tivemos que fazer algumas adaptações, como a criação de um estacionamento dentro do nosso estabelecimento. Mas estamos no aguardo da liberação da pista para ver se o ponto é bom ou não. Não entendo o que está acontecendo. Faz tempo que não vejo nem caminhões nem funcionários trabalhando", completa. A reportagem entrou em contato com o Metrô, que em nota afirmou: "Para o tráfego local estão disponíveis duas faixas e meia de pista e o desvio deverá permanecer até o término das obras. A previsão de conclusão dos serviços é para o final deste ano". Foi ressaltado ainda que "no momento, estão sendo executados trabalhos internos de acabamentos e sistemas no local, ou seja, dentro dos túneis, estações e poços de ventilação. Nas áreas externas, as frentes de trabalho finais estão concentradas na reurbanização das estações Tamanduateí e Vila Prudente e imediações, incluindo o reaterro e a reurbanização". (Rafael Gonçalo)
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