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Editorial

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A promessa ficou pelo caminho...

Poucas vezes, neste longo período que acompanhamos a vida da região, tivemos o prazer de testemunhar bom senso na nomeação dos administradores e subprefeitos locais. Via de regra, esta atitude é feita num balcão de troca e eivada por clima nebuloso, acordos espúrios, interesses partidários e mesquinhos, quando não, pela pura busca do Poder com finalidades inconfessáveis.

Afora rara e honrosa exceção, não lembro de alguém, que tenha sido escolhido por sua competência administrativa e política, por seu currículo e por sua história de vida pessoal e comunitária. Somos tratados como se ainda fôssemos o mesmo arrabalde do início do século 20, onde imperava o coronelismo com origem nos empresários fundadores do bairro. Esquecem-se os prefeitos que a Vila Prudente e todo o conjunto de bairros que fazem parte de sua subprefeitura, já não é mais uma localidade operária amorfa sem lideranças e sem uma poderosa malha de entidades sociais, clubes de serviços, sociedade amigos de bairro e veículos de informação que se ombreiam aos melhores de São Paulo.

É ao menos temerário colocar-se alguém no mais alto posto do Executivo da região sem consulta a estes organismos citados, como havia prometido o prefeito eleito João Doria (PSDB) em sua campanha.

Um cargo da magnitude de subprefeito ou prefeito regional, como quer Doria, exige qualidades que qualquer leigo poderá descrever. Entre elas sua vida pregressa como profissional, seu trabalho efetivo como voluntário em entidades locais, sua formação acadêmica e prática e, sobretudo, a sua capacidade política de ser um porta voz legítimo dos anseios e das reivindicações da população. O cargo de subprefeito exige tanto técnica administrativa como também e, principalmente, vocação política, e aqui não falamos da política rasteira da troca de vantagens e picuinhas deste naipe. No entanto, mais uma vez, estamos presenciando um governo prestes a entrar no poder que se limita a tomar decisões entre poucos trancados em gabinetes.

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