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Terreno em fase final de descontaminação é esperança de melhorar “índice verde” na Mooca

parque-moocaApesar de ser um dos mais antigos bairros de São Paulo, a Mooca, que chega aos 457 anos neste sábado, dia 17, não teve um desenvolvimento equilibrado entre construção e preservação de áreas verdes. O resultado é que atualmente é um dos locais mais áridos da cidade. Enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 12 m² de área verde por habitante, na Mooca este índice está muito aquém de 1 m². Para tentar reverter esta preocupante situação, a perspectiva da comunidade é transformar em parque público a última grande área disponível na região: o terreno de 100 mil m² na rua Barão de Monte Santo, confluência com as ruas Vitoantonio Del Vecchio e Dianópolis. Há dez anos, a Folha cobra as autoridades sobre a questão, no entanto, a área ainda não foi decretada de utilidade pública para fins de desapropriação e acabou vendida para uma grande construtora.

Entre os anos de 1945 a 2001, o espaço abrigou uma distribuidora de combustíveis da Esso Brasileira de Petróleo, subsidiária da multinacional Exxon Mobil. Quando a empresa decidiu encerrar as atividades no local, como parte dos procedimentos para desativação foi realizada a avaliação ambiental que constatou contaminação do solo e das águas subterrâneas por combustíveis líquidos e metais, entre outros contaminantes. Mais de uma década depois, a área ainda está em fase final de remediação, supervisionada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). 

Através do deputado estadual Adriano Diogo (PT), que é geólogo e ex-secretário de Verde e Meio Ambiente do município, a Folha teve acesso ao mais recente laudo da Cetesb, datado do último dia 3 de julho. O documento propõe a restrição de construções com ambientes fechados em parte do terreno e do uso da água subterrânea em outro trecho. A Cetesb afirma que na ocasião da definição do plano de intervenção não foi definido o uso futuro da área e recomenda que caso a proposta seja residencial, é necessário complementar a remediação.

O laudo afirma ainda que “considerando que não há risco para inalação em ambientes abertos”, o uso imediato da área é possível no caso de um parque, por exemplo, desde que sejam implantadas medidas de controle mencionadas pela Cetesb no próprio documento. Já para o encerramento completo do processo de remediação, a Cetesb reintera que ainda não é possível firmar um prazo.

“Ainda existem resíduos de contaminação por benzeno, então é perigosíssimo permitir um grande condomínio habitacional no local, que normalmente dispõe de garagens subterrâneas e poços artesianos para usar em piscinas ou lavagem de áreas úteis. Uma utilização deste tipo exige uma remediação mais rigorosa”, defende Diogo.

O deputado lembra que o desejo da comunidade de implantar um parque no local poderia estar mais perto da realidade se a Prefeitura não tivesse abortado a ideia de tornar o terreno de utilidade pública em 2007, na gestão do prefeito Gilberto Kassad (PSD). Na ocasião, a Câmara Municipal chegou a aprovar a criação do Parque Verde da Mooca. “A Prefeitura afirmou que não tinha interesse e deixou terreno livre para a especulação imobiliária. Se houver realmente intenção de reverter essa situação, é importante agir o quanto antes, pois caso a construtora consiga aprovar algum projeto para o espaço, o valor de desapropriação fica infinitamente maior, inclui até lucros cessantes”, adverte Diogo.

A Folha consultou a Secretaria Especial de Licenciamento, responsável pela aprovação de projetos da Prefeitura, e foi informada na manhã de ontem, que para o terreno no número 700 da rua Barão de Monte Santo consta processo de Alvará de Aprovação de Edificação Nova tramitando desde 8 de novembro de 2011. A proposta é construir um conjunto de escritórios.

A reportagem também procurou a assessoria da Construtora São José, atual proprietária do terreno, mas, até o fechamento desta edição não teve retorno sobre os planos da empresa.

Mobilização

Em entrevista à Folha em maio passado, o atual secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Ricardo Teixeira (PV), afirmou que é defensor do parque na Mooca desde que soube da proposta do jornal de batalhar pela implantação da área verde no antigo terreno da Esso. “Este parque é tão simbólico para a Mooca que eu acho difícil não vingar. O fato da Mooca ser um dos distritos com menos área verde por habitante é um dado da cidade, não tem como negar. Mais uma coisa, antes de ser vereador e secretário, eu sou morador da Mooca. Eu também quero esse parque para minha filha, minha neta, enfim, para minha família”, declarou Teixeira.

Desde maio, foi constituída a comissão “Por um Parque na Mooca” que reúne diversas entidades, como a Distrital Mooca da Associação Comercial, clubes de Rotary, o Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente e a Amoamooca, além de movimentos como o Mooca Verde (www.facebook.com/MoocaVerde) e moradores do bairro. O objetivo do grupo que vem se reunindo quinzenalmente é mostrar às autoridades a importância da área para o futuro do bairro e cobrar uma ação efetiva. Quem quiser contribuir, pode assinar o abaixo-assinado disponível no link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=MoocaPar

Comentários 

 
+2 # 17/08/2013 00:09
vamos lutar por um parque na mooca, precisamos de uma area verde neste bairro.
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+1 # 17/08/2013 00:10
quero um parque, quero area verde.................
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