EDITORIAL

Eleições

O verdadeiro resultado da convenção tucana realizada no último domingo, dia 22, que oficializou, enfim, a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à Prefeitura, pôde ser medido pela pesquisa de intenção de votos do Ibope divulgada anteontem. A candidata do PT, Marta Suplicy, que até então aparecia tecnicamente empatada com Alckmin, agora disparou, abrindo vantagem de seis pontos percentuais em relação ao seu principal oponente. Marta aparece com 31% e Alckmin com 25%.

Não resta dúvida de que a petista, que mal iniciou oficialmente a campanha, foi beneficiada pela indefinição em torno do nome tucano, além, é claro, da verdadeira queda-de-braço que ainda segue dentro do PSDB (mesmo após a convenção) por conta do grupo que defende a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Não está pegando bem perante o eleitorado ver o próprio partido tentando minar a candidatura de um de seus fundadores.

Na abordagem do Ibope, Kassab surge na terceira colocação, bem distante de Marta e Alckmin. O prefeito acumula apenas 13% das intenções de votos. Na verdade, ele está mais próximo de Maluf que soma 8%. Em um eventual segundo turno, cujos prognósticos atuais indicam Marta e Alckmin no páreo, os votos de Kassab e Maluf serão decisivos para apontar o vencedor da corrida eleitoral. As perguntas que ficam são: depois de tanto estresse entre o grupo pró-Alckmin e pró-Kassab, até que ponto os votos de um vão migrar para o outro? O eleitorado vai engolir, após tantos ataques, todo mundo abraçado no palanque? Por tudo isso, cada vez mais, há vozes acusando que o PSDB está entregando a eleição de bandeja para o PT.

Parte das respostas só será dada após o inicio da propaganda eleitoral, que começa de fato em 5 de julho, quando cada um dos candidatos mostrará claramente o que fez e o que poderá fazer pela cidade.

 

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