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CET faz mudanças
viárias na Tomaz Izzo
e revolta comerciantes

Landi reclama da proibição de
estacionamento
Camila Colognese
Rafael Gonçalo
Desde o último domingo, dia 22, a Companhia de
Engenharia de Tráfego (CET) interditou, parcialmente, a rua Tomaz
Izzo, entre as ruas Barão Aníbal Pepi e Ibitirama, para obras de
expansão da Linha 2-Verde do Metrô. A medida está causando grande
revolta nos comerciantes do trecho. Eles alegam que estão tendo
prejuízo por conta da proibição de estacionamento no local.
"Nossos clientes não têm opção para estacionar e
por conta disto, nossa freguesia está indo embora. Já senti uma
queda de cerca de 25% e acredito que no final de semana, quando
temos maior movimento, este número salte para 50%", explica Sérgio
Izzo, dono de um restaurante no local há 35 anos.
Já o proprietário de um açougue, Carlos Roberto
Landi, alega que a CET está multando até quem pára o veiculo
rapidamente em frente ao comércio. "Até para carga e descarga está
complicado. É encostar aqui e ser multado. Na loja de móveis, aqui
ao lado, o prejuízo é ainda maior, já que dificilmente alguém pára
o carro a uma distância de dois ou três quarteirões para ir
andando até a loja fazer orçamento", reclama.
Alguns comerciantes chegam a dar sugestões para
solucionar o problema. "Gostaria que pelo menos existisse
liberação de estacionamento fora do horário de pico ou então que
implantassem um sistema de estacionamento rotativo, caso contrário
eu e os cerca de 11 comerciantes vizinhos iremos todos a
falência", afirma o dono da loja de móveis, Saad Mahamoud.
A reportagem da Folha está indagando a CET sobre
as questões levantadas e aguardará pronunciamento para a próxima
edição. | |
Na praça Gonçalves Júnior uma casa resiste à
desapropriação

Proprietária quer receber
preço justo pelo imóvel
Rafael Gonçalo
Quem passa em frente à praça Gonçalves Júnior, na
Vila Prudente, percebe uma cena inusitada. Em meio aos escombros
dos imóveis desapropriados pela Companhia do Metropolitano de São
Paulo - Metrô, para obra de expansão da linha 2-Verde, uma
residência ainda resiste intacta, a de número 49. Na casa reside
Aderly Terezinha Tringoni, que ao não concordar com o valor
ofertado pelos avaliadores do Metrô, entrou na Justiça e apesar de
ter perdido em 1ª e 2ª instâncias, continua lutando para receber o
preço que ela acha justo.
"As imobiliárias avaliaram minha casa em R$ 350
mil, já o Metrô falou que valia R$ 196,8 mil. O juiz mandou outro
avaliador que estipulou R$ 228 mil. Não acho justo este preço.
Onde conseguirei achar uma casa na Vila Prudente pelo valor que
estão me pagando?", comenta Aderly. "É duro competir com uma
empresa grande. O juiz da primeira instância deu sentença
favorável ao Metrô. Recorri. Na segunda instância, a mesma coisa.
Porém, até agora não recebi nenhum dinheiro", explica a moradora
que também não foi avisada sobre um possível despejo.
A proprietária da casa ainda teme outro prejuízo.
"Como parcelo o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o
Metrô quer que eu pague o valor integral relativo a este ano. Onde
já se viu? Eles querem a minha casa e eu ainda tenho que pagar o
imposto até o fim do ano?", reclama. Outro problema apontado por
Aderly, é que devido às casas vizinhas estarem vazias, o local
ficou perigoso. "Tiraram até a guarita do guarda por causa das
obras. Algumas casas aqui da vizinhança já foram assaltadas e
estou com medo. Sempre fica alguém da família em casa. Estou
vivendo um verdadeiro inferno", conclui.
A assessoria de imprensa do Metrô confirmou que o
valor de R$ 228 mil foi apurado por um perito da confiança do juiz
responsável pelo processo. Já no caso do IPTU, afirmou que o
parcelamento do mesmo é entendido como faculdade da Prefeitura e
como a cobrança é feita no primeiro dia do ano, o expropriado
deve, por lei, pagar a integralidade do valor tributado, se
estiver ocupando o imóvel na data. Sobre o recebimento do
dinheiro, o Metrô alegou que o depósito foi feito em menos de um
mês e que a proprietária não conseguir sacar por não ter quitado o
IPTU. |
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Moradores reclamam de atraso nas alterações prometidas

Mesmo proibido caminhões seguem na Fidélis Papini
Após reunião no último dia 2, onde a CET se
prontificou a promover novas alterações na região central da Vila
Prudente (as atuais foram muito criticadas pelos moradores), por
conta da interdição de parte da rua Cavour para obras do Metrô,
alguns leitores voltaram a reclamar com a Folha. Desta vez
sobre a demora da implantação deste novo desvio.
"A CET disse que promoveria novas alterações
viárias no trecho e até agora, nada. Sem falar que o trânsito de
caminhões nas ruas Fidelis Papini e Marques de Praia Grande está
proibido, já colocaram até placas, mas estes veículos continuam
trafegando no local e causando muito transtorno", reclama a
moradora Isabel Neves.
A reportagem enviou a reclamação na manhã da
última terça-feira para a CET e foi informada, que caberia ao
Metrô avaliar a proposta feita na reunião e implantar as mudanças
necessárias. Logo após, o vereador Domingos Dissei (DEM), que
intermediou a reunião, novamente interferiu perante a Companhia,
que na tarde de ontem, se propôs a iniciar as alterações a partir
das 16h de amanhã.
Desta forma, os veículos que utilizam a rua Cavour,
deverão virar à esquerda na rua Ettore Ximenes, à direita na rua
Cananéia, à direita na rua Américo Vespúcci e a esquerda na rua
Cavour (como foi sugerido pelos moradores).
A CET garantiu também, que supervisionará o
trânsito no local, mesma promessa feita quando o tráfego de
caminhões foi proibido, mas como pode se ver na foto... (Rafael
Gonçalo) |